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Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)

Derrota da incompetência


Derrota da incompetência

O título é o mesmo de algumas colunas atrás, quando o Marcílio Dias foi derrotado pelo Aimoré, na estreia do Brasileiro da série D. E a história se repetiu, mais uma vez, em Pato Branco-PR no último domingo. O Marinheiro foi derrotado por pura incompetência, dessa vez, para o Azuriz, por 1 a 0, em mais um jogo que deveria ter voltado pra casa com, no mínimo, um ponto na bagagem. Diante de um adversário desinteressado em buscar a vitória, mesmo dentro de casa, o Marcílio Dias teve o controle total do jogo, principalmente no segundo tempo, mas foi incompetente. Se, no comando de Fernando Tonet, o Marcílio pecava demais na defesa, Pingo soube posicionar melhor a equipe, e o Marinheiro foi pouco ameaçado. Porém, no ataque, o Marcílio Dias mostrou grandes dificuldades pela falta de qualidade técnica na hora de finalizar e de armar jogadas. Nem Douglas Packer, nem Padu, tiveram uma tarde inspirada. Pelo contrário, sobrou para Jean Dias e Tito correrem atrás da criação de jogadas. O camisa 9, por exemplo, atuou até como um ponta-esquerda. Ia para o fundo, cruzava, mas não tinha ninguém pra finalizar dentro da área, porque ele mesmo é o centroavante da equipe. Mesmo assim, o Marinheiro criou algumas situações claras de gol, só que não teve qualidade para botar pra dentro. Até que, aos 37 minutos do segundo tempo, o Azuriz achou o gol em falhas individuais do rubro-anil. Começou em uma falta desnecessária cometida por Dener. Wellington Melo cobrou no meio da barreira, que abriu, e a bola entrou do lado do goleiro Victor Hugo, que não mostrou reflexo nenhum para tentar alcançá-la, mesmo ela entrando perto do seu pé direito.

Não existe milagre

Desde o início da série D, temos alertado que o Marcílio Dias precisa de um goleiro experiente. Victor Hugo ainda está inseguro na posição de titular, e a falta de um arqueiro mais rodado pesou no jogo contra o Azuriz. A derrota foi coletiva, não é justo colocar apenas na conta do camisa 1, mas o gol do time da casa poderia ser sido evitado. O Marcílio Dias conta com apenas dois goleiros no elenco, sendo que o reserva é ainda mais inexperiente. Não existe milagre que o treinador ou o preparador de goleiros possam fazer. E esse problema de falta de peças no elenco não é só no gol. Está na lateral esquerda, no meio campo e no ataque. Ou seja, em todos os setores do campo. O departamento de futebol até tem sondado atletas, mas esbarra na condição financeira para contratar. Se a atual diretoria não tem mais alternativas para buscar recursos para a montagem do time, precisa, urgentemente, rever o seu modelo de gestão do futebol para que o Marcílio Dias volte a ser competitivo. Três rodadas já passaram e o Marcílio somou apenas um ponto. Ainda há 11 jogos pela frente, e, se mantiver o mesmo ritmo, o Marinheiro sequer passará para a próxima fase.


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