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Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)

Situação preocupante


A derrota para o Concórdia por 2 a 0, em casa, no último domingo, deixou o Marcílio Dias em uma situação preocupante na tabela. O Marinheiro segue em sexto lugar, com oito pontos, mas a distância para o Joinville, primeiro time da zona de rebaixamento, é de dois pontos apenas. Isso que estamos falando apenas em permanência na primeira divisão, faltando quatro rodadas para o fim da primeira fase. Se a conta for para ficar no grupo de classificação para a série D do Brasileiro de 2023, a distância do Marcílio Dias, hoje, é de cinco pontos para o Camboriú, que tem 13. Se conseguir se classificar para as quartas de final, o Marcílio ainda terá a chance de chegar às semifinais para, aí, sim, carimbar a vaga na Série D do próximo ano. Mas, ficar entre os três melhores colocados desta disputa (excluindo Avaí, Chape, Brusque e Figueirense), seria muito importante na primeira fase. Não ter a garantia de calendário nacional para 2023 tornaria o acesso do Marcílio Dias neste ano para a Série C uma ‘obrigação’, para não regredir em um trabalho que vem sendo construído desde 2019, quando voltou a se classificar para o Brasileiro. Vale lembrar que, por conta de um desmembramento de tabela, apenas Marcílio Dias e Brusque não entram em campo neste meio de semana. Ou seja, o Marinheiro pode chegar no sábado ocupando até a 10ª colocação, com um jogo a menos que os demais concorrentes diretos pelo G8. Ficar a uma posição da zona de rebaixamento aumentaria a pressão para o jogo dificílimo contra o Hercílio Luz, às 16h30, em Itajaí.

Tudo errado

Faltou competência ao Marcílio Dias para vencer o Concórdia, em um confronto direto que deixaria o Marinheiro à frente do Galo do Oeste, em caso de vitória. O Marcílio Dias teve três desfalques importantes, Victor Guilherme, Klenisson e Moisés, além de perder Edimar, machucado já no começo do jogo. Ainda assim, com algumas reposições feitas de nível abaixo dos titulares, o Marinheiro criou chances para marcar, mas foi incompetente. Já o setor defensivo, que vem sendo um dos piores do campeonato, falhou de novo. Cedeu o contra-ataque ao Concórdia, e todo mundo sabia que essa seria a principal arma do time adversário, além de repetir falhas de marcação. Os erros individuais e coletivos, somados à inércia do técnico Fernando Tonet em buscar uma solução para reverter o placar, principalmente no segundo tempo, fizeram com que o 2 a 0 se arrastasse até o apito final. Para ajudar, o Marcílio ainda teve dois pênaltis claros, não assinalados pelo árbitro Heber Roberto Lopes, e que poderiam ter mudado a história do jogo ou, ao menos, diminuído o saldo negativo de gols. Já são duas derrotas seguidas, mas a sensação é de que está ‘tudo certo’ dentro do Gigantão. Falta indignação, nesse momento, para tirar o Marcílio de um quadro que ainda pode se agravar, mas que também está em tempo de ser revertido. Diretoria, comissão técnica e jogadores precisam estar cientes disso.

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Tudo errado

Faltou competência ao Marcílio Dias para vencer o Concórdia, em um confronto direto que deixaria o Marinheiro à frente do Galo do Oeste, em caso de vitória. O Marcílio Dias teve três desfalques importantes, Victor Guilherme, Klenisson e Moisés, além de perder Edimar, machucado já no começo do jogo. Ainda assim, com algumas reposições feitas de nível abaixo dos titulares, o Marinheiro criou chances para marcar, mas foi incompetente. Já o setor defensivo, que vem sendo um dos piores do campeonato, falhou de novo. Cedeu o contra-ataque ao Concórdia, e todo mundo sabia que essa seria a principal arma do time adversário, além de repetir falhas de marcação. Os erros individuais e coletivos, somados à inércia do técnico Fernando Tonet em buscar uma solução para reverter o placar, principalmente no segundo tempo, fizeram com que o 2 a 0 se arrastasse até o apito final. Para ajudar, o Marcílio ainda teve dois pênaltis claros, não assinalados pelo árbitro Heber Roberto Lopes, e que poderiam ter mudado a história do jogo ou, ao menos, diminuído o saldo negativo de gols. Já são duas derrotas seguidas, mas a sensação é de que está ‘tudo certo’ dentro do Gigantão. Falta indignação, nesse momento, para tirar o Marcílio de um quadro que ainda pode se agravar, mas que também está em tempo de ser revertido. Diretoria, comissão técnica e jogadores precisam estar cientes disso.


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