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Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)

O fim do Marcílio Dias


O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, assinou decreto, na última semana, que pode representar o fim do Marcílio Dias. De acordo com o decreto, que regulariza a cessão do estádio Dr. Hercílio Luz, a partir de agora, o Marinheiro passa a ser apenas um mero administrador do estádio, não tendo mais autonomia para, por exemplo, definir quem pode ou não utilizar o campo. A prefeitura tem poder para determinar quem pode jogar ali, inclusive jogo de fim de ano, de solteiros contra casados. Mas isso é o de menos. Toda a receita gerada no terreno do clube, como os aluguéis de imóveis, deve passar por uma prestação de contas e só poderá ser investida na manutenção e ampliação do próprio do estádio. Receitas, que sobrarem, devem ser depositadas em uma conta, para fim de investimento no estádio. A prefeitura pode, inclusive, requerer de volta o estádio, caso encontre erro na prestação de contas. Em resumo, com essas novas regras, o Marcílio Dias passa a se tornar insustentável nos próximos anos, já que os aluguéis das lojas do centro comercial do Marinheiro são destinados ao pagamento de dívidas do clube e há planos para novos investimentos comerciais, que ajudariam o clube a construir o seu CT. Mesmo com as tratativas entre a diretoria do clube e a procuradoria geral do município em andamento, com acompanhamento do Ministério Público, todos foram pegos de surpresa com a publicação, no decreto no Diário Oficial, longe do que estava sendo tratado entre as partes.

Estádio é do Marcílio Dias

O terreno do Gigantão das Avenidas passou do estado para o município em 2006, com o objetivo de que a prefeitura pudesse colaborar em algumas benfeitorias e depois repassar, de vez, o local para o Marinheiro. De lá pra cá, 15 anos se passaram e o que foi acordado, na época, não foi cumprido. Vale lembrar que a cessão do estádio Dr. Hercílio Luz para o Marcílio Dias é de 1921 e pela lei de cessão do estado, o estádio é do clube enquanto o Clube Náutico Marcílio Dias existir. Foi o Marinheiro, através dos seus diretores e torcedores, que construíram tudo que está em cima do terreno hoje, com muito esforço e trabalho. O que a prefeitura de Itajaí pretende fazer com o decreto é tomar conta de tudo que, há 100 anos, é do Marcílio Dias por direito.

Acabar com a história

Mais do que acabar com um clube de futebol, o decreto municipal, como foi redigido, vai acabar com uma parte significativa da história de Itajaí. O Marcílio é muito mais do que um time, o Marcílio é um patrimônio cultural e histórico da cidade há 102 anos. O estádio Dr. Hercílio Luz está presente em toda a trajetória de desenvolvimento do centro da cidade. Defendê-lo e preservá-lo deveria ser missão de quem defende Itajaí. Muitas famílias itajaienses passaram por aquele espaço, viveram momentos inesquecíveis, transferiram o amor pelo clube, de geração em geração, e tudo isso está prestes a acabar em poucos anos.

Lamentável!


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