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Marina do Saco da Fazenda (III)


O Presidente da Associação Brasileira de Marinas, durante a administração do Prefeito Municipal João Omar Macaghan, esteve em Itajaí para fazer uma vistoria in loco no Saco da Fazenda, reunir dados e informações, a fim de emitir um parecer preliminar sobre a viabilidade de construir uma marina naquele local abrigado, considerado um criadouro natural, dependente do fluxo e refluxo de águas salinas provenientes do Oceano Atlântico.

Na época, houve uma reação imediata de contrariedade por parte de ecologistas e acadêmicos que não aceitavam a ideia do uso e ocupação daquele espelho d´água, sem contudo agregar como prioridade, a implantação do sistema de tratamento coletivo de esgotos e o plano de manejo dos recursos naturais que utilizam aquele ecossistema para completar seus ciclos biológicos. Aqui vale uma ponderação lógica, ou seja, construir uma marina para aportar e ancorar lanchas e iates que valem até cem milhões de dólares, e seus donos e tripulantes, conviverem com a poluição hídrica e os famosos “marinheiros” para sujar seus cascos, seria uma contradição.

Quando se fala em Marina no Saco da Fazenda, a primeira manifestação de protesto é que se trata de coisa de rico! Depende da análise crítica de consistência, porque ela também atende as demandas das classes mais baixas, tudo porque o impacto social de geração de emprego e renda é positivo, pois abre janelas para aquela força de trabalho que os ricos donos de iates e lanchas não tem capacidade, condições e vocação para o exercício pleno.

Afinal de contas, qual é o conceito de Saco da Fazenda e por que ele está sendo tão cobiçado pelos órgãos públicos e pelo poder privado? A sua gênese resultou das relações que a sociedade itajaiense vem desenvolvendo ao longo do tempo e espaço com aquele patrimônio que foi construído através de uma ação do homem para fixar o canal de navegação na foz do Rio Itajaí-açu, implantando um corredor de fragmentos de rochas para garantir a calha deste rio no acesso ao mar, e vice-versa. Portanto, o Saco da Fazenda resultou de uma ação antrópica e não de uma geração hidro-geológica evolutiva; e tão pouco de uma provável resiliência ecológica.

Itajaí está despertando a consciência crítica econômica, social, ecológica, turística, histórica, cultural, esportiva e lazer para a Marina do Saco da Fazenda, como fator determinante para o desenvolvimento sustentável da vocação da cidade: voltada para o mar. Vamos citar apenas um exemplo: as marinas são as maiores fontes de renda de países como a Espanha; e o Brasil hoje, tem apenas 21 marinas.

Como diria Leila Diniz: “O mar é de quem sabe amar. E as marinas de quem sabe pensar.”


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