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Notas da Conjuntura


Acomodação

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter andou falando da acomodação do povo gaúcho. Um leitor atento, por e-mail, faz uma observação perspicaz: quem estava acomodado era Gerdau, na fatídica reunião do conselho da Petrobras, em que foi decidida a compra da refinaria de Pasadena. Se a compra fosse para o grupo Gerdau, ele examinaria a transação com olhos bem mais atilados.

Mensalão mineiro

Na reunião em que o PT relançou Dilma Roussef à reeleição, o chefe Lula reclamou que a imprensa não dá cobertura ao mensalão mineiro, do PSDB. É verdade. Quase não se lê ou ouve nada a respeito. Mas por que a imprensa daria igual cobertura a algo acontecido na província, face a uma malfeitoria de muito maior dimensão, praticada no centro do poder em Brasília, envolvendo personalidades políticas do mais alto escalão, com julgamento pela Suprema Corte? É patético querer que a imprensa se ocupe do episódio mineiro com a mesma intensidade que se ocupou do mensalão federal.

Decisão política do STF

O mesmo Lula deve ter usado régua e compasso para calcular que a decisão do STF, no mensalão, foi 80% política. O desembargador aposentado Aluízio Toledo César, no jornal “O Estado de São Paulo”, dá razão ao ex-presidente, mas em outra linha de argumento. Para César, a decisão foi política sim, porque livrou a cara do principal beneficiário da malfadada operação.

A insistência do PT em manter aquecido o mensalão mineiro é discutível como arma política. Como se sabe, Eduardo Azeredo (PSDB) era o governador no tempo em que se deu o mensalão local e é réu desde o primeiro momento. Recentemente, teve que renunciar ao mandato de deputado, por causa do processo.

Quando o mensalão mineiro vier ao debate, bastará a oposição tucana formular a pergunta simples: por que o maior beneficiário do mensalão federal (Lula) está de cara limpa, dando lição de moral na imprensa e no Supremo, e o de outro, o mineiro (Azeredo), é réu do processo?

DEM x PT (I)

O DEM, ex-PFL, não é o meu partido predileto. Minha antipatia vem do tempo em que o PFL era aliado incondicional de todo governo. Esse lugar de sombra e água fresca, que todo o governo dá aos seus aliados, agora pertence ao PMDB e outras siglas clientelistas menores. Mas justiça se faça ao DEM-PFL. A partir do governo Lula, foi para a oposição e lá ficou, mesmo ao preço de ter se tornado um partido quase nanico. Os demo-pefelistas que não conseguiam viver longe (das tetas) do Poder se bandearam para outras siglas. Hoje, são aliados fiéis do governo do PT.

DEM x PT (II)

O que restou do DEM-PFL, entretanto, tem uma conduta elogiável. Tanto o ex-governador José Roberto Arruda quanto o ex-senador Demóstenes Torres, flagrados em atos suspeitos de malfeitorias e corrupção, foram defenestrados do partido, de pronto, sem delongas nem condescendências.

O PT é diferente: com uma ou outra exceção – como esse íntegro e corajoso ex-governador Olívio Dutra, aqui do Rio Grande –, os demais consideram os condenados da Papuda (só os do PT) como devotados companheiros de luta, que pagam injustamente o preço da fidelidade à causa.


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