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O zum-zum-zum da política e o ti-ti-ti dos políticos


O desmonte da Lava Jato


Publicado 06/09/2020 15:06

Mais um capítulo do desmonte da Operação Lava Jato pelo atual governo, via Procuradoria Geral da República, ocorreu ontem, com o pedido de desligamento de sete procuradores do grupo da força-tarefa em São Paulo. Antes, houve o afastamento, por alegado motivo de saúde na família, de Deltan Dallagnol, o chefão da operação em Curitiba. Pra bom entendedor, meia palavra basta: já era. Serviu até certo ponto Enquanto foi para ferrar Lula e o PT e levar ao impichamento uma presidenta recém-eleita, a Lava Jato era uma beleza. Não há quem tenha dúvida que sem Lava Jato não haveria a possibilidade de Bolsonaro chegar ao poder do jeito que chegou. Mas, agora que a operação chegou no PSDB, veio o balde de água fria. Como diz o ditado, o Brasil não é para amadores. Moro sifú Na opinião desse modesto escriba, a Lava Jato começou a fazer água com a ida de Sérgio Moro para ser Ministro da Justiça de Bolsonaro. Moro não durou muito no cargo, todo mundo achou que sem ele o governo de Bolsonaro fosse esfarelar, não esfarelou. Esfarelou Quem esfarelou foi o próprio Moro, que não pode advogar, não tem cargo algum (fica a pergunta: vive do que?), e a Operação Lava Jato, que sem Moro perdeu força e agora morre lentamente diante da nossa, mais uma vez frustrada, sede por justiça. Ganha quem com isso? O povo brasileiro é que não. Mas ganham os políticos corruptos todos, à direita e à esquerda, sem esquecer o Centrão. Não se ouviu, até onde li e vi, uma voz política se levantando em defesa da Operação que, por bem ou por mal, passou muita coisa do Brasil a limpo. Ou, pelo menos, mostrou que é possível um combate à corrupção eficiente. Desde que se queira, claro. O que, ao que parece, não é o caso. Pracabá.

 


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