Blogs | A bordo do esporte


A bordo do esporte

Flavio Perez é profissional de marketing e jornalista há mais de 25 anos. Especialista em esportes olímpico. Lidera a agência On Board Sports. Foi manager da The Ocean Race


Troféus especiais no Mundial de Snipe. Bibi Juetz ganha homenagem


Publicado 26/09/2019 23:30

Competição em Ilhabela (SP) premiará, além dos campeões, o melhor proeiro, dupla mista e vencedores da última regata.

O Mundial de Snipe 2019 será realizado em Ilhabela (SP), de 1º a 12 de outubro, e reunirá mais de 80 duplas de 12 países. A principal competição da categoria será disputada na Escola de Vela Lars Grael e terá as versões sênior e junior em dias separados. Os campeões gerais após as regatas finais de 12 de outubro serão premiados com o Isaack’s Trophy, honraria que homenageia o primeiro comodoro da classe Snipe. A taça terá o nome dos vencedores gravados em sua base, assim como o ano e local das provas. O título do último mundial, ocorrido em La Coruña, na Espanha, em 2017, são os porto-riquenhos Raul Rios e Mac Agnese. Para o melhor proeiro da competição, a Snipe Class International Racing Association estabeleceu o O'Leary Trophy, que está nas mãos de Mac Agnese. A dupla que vencer última regata disputada no Campeonato Mundial de Snipe ganhará o Eael Elms Perpetual Trophy e, a taça Bibi Juetz, será entregue para a tripulação mista melhor colocada no mundial. Por fim, os campeões mundiais junior vão levar pra casa o Troféu Vieri Lasinio Di Castelvero nas provas de 2 a 5 de outubro. A dupla brasileira Tiago Brito e Antonio Rosa é a atual detentora do mundial na categoria júnior no Snipe. ''O Campeonato Mundial de Snipe é uma competição forte tecnicamente no Brasil e no mundo. Só nesta edição teremos seis campeões mundiais brasileiros na disputa, que representam oito títulos'', disse Paola Prada, secretária-nacional da classe Snipe. A novidade para 2019 é a entrega do prêmio Bibi Juetz à melhor dupla mista da competição. É uma homenagem da flotilha 159, baseada no Iate Clube do Rio de Janeiro, aos velejadores e à atleta brasileira, que há mais de 60 anos participa de eventos na Snipe e é uma das pioneiras da vela feminina nacional. ''A distribuição de todos esses prêmios é muito legal, pois a gente consegue manter a tradição e a memória da classe'', contou Ricardo Lobato 'Blu', consultor da SCIRA. ''A Bibi é uma pessoa muito querida na classe e sempre velejou em dupla mista. Como ela é pequenininha, nunca quis velejar com outra mulher. Ela ganhou o Mundial Master no geral em 1998 na Argentina em cima de tripulações masculinas mais jovens''. A classe Snipe é organizada por países e flotilhas, perdendo em números de barcos ativos somente para a classe Optimist, de introdução à vela. São mais de 250 monotipos ativos e 80 barcos correram o último brasileiro.

Brasil tem tradição no Snipe

O País sediou outras quatro vezes o Mundial de Snipe. A primeira vez foi em 1959, em Porto Alegre (RS), com o título ficando para o dinamarquês Paul Elvstrøma, lenda da vela internacional com quatro ouros olímpicos. Em 1971, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro lugar ficou com os norte-americanos Earl Elms e Craig Martin. Em 1993, a capital gaúcha Porto Alegre sediou novamente o Mundial de Snipe e o ouro ficou para os argentinos Santiago Lange (campeão olímpico na Rio 2016) e Mariano Parada. Em 2013, os brasileiros Bruno Bethlem e Dante Bianchi ficaram com o título na edição do Rio de Janeiro (RJ). foi a única vez que uma dupla nacional ganhou a competição em casa. No entanto, o Brasil tem ao todo 13 duplas campeãs mundiais de Snipe. A última conquista foi em 2015, na edição de Talamone, na Itália. A dupla Mateus Tavares e Gustavo Carvalho subiu no lugar mais alto do pódio. Vale destacar que o primeiro título mundial da vela nacional foi na Snipe. Em 1961, em Rye, nos Estados Unidos, os irmãos Axel e Eric Schmidt foram campeões. Veja a lista de campeões   Sobre o barco Classe: Snipe Class International Racing Association Nº de tripulantes: 2 Designer: William Crosby Material do casco: madeira ou fibra de vidro Ano do primeiro projeto: 1931 Comprimento do casco: 4,7 m Quantidade de vela: 2 (mestra e buja) Peso do barco: 173 kg    

 


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

É justo os envolvidos nos bloqueios das rodovias em 2022 pagarem multa?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Em Cuba, bloqueio dos EUA e apagões pioram vida de mulheres

‘Não há dignidade de nada’

Em Cuba, bloqueio dos EUA e apagões pioram vida de mulheres

Documentos revelam tensão e conflito nas relações bilaterais

Apoio dos EUA à ditadura

Documentos revelam tensão e conflito nas relações bilaterais

Spike, o cacto: o primeiro de seu nome

CRÔNICA DE SÁBADO

Spike, o cacto: o primeiro de seu nome

Como investigações conectam a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado

Caso Master

Como investigações conectam a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado

Como lenda que levou Recife ao Oscar ajudou a retratar a ditadura

Perna Cabeluda

Como lenda que levou Recife ao Oscar ajudou a retratar a ditadura



Colunistas

Pra onde vai Agnaldo?

JotaCê

Pra onde vai Agnaldo?

Fraude na Celos exige respostas

Coluna Acontece SC

Fraude na Celos exige respostas

Coluna Esplanada

O Irã no Congresso

Clique diário

Entre ondas e silêncio

Temporal causa falta de luz em Itajaí

Charge do Dia

Temporal causa falta de luz em Itajaí




Blogs

Ação Pública contra a cultura itajaiense

Blog do Magru

Ação Pública contra a cultura itajaiense

Sabedoria da Espera

Papo Terapêutico

Sabedoria da Espera

Paulinha na mira do TSE

Blog do JC

Paulinha na mira do TSE

Pequeno desastre doméstico - Haikai 15

VersoLuz

Pequeno desastre doméstico - Haikai 15




Jornal Diarinho ©2026 - Todos os direitos reservados.