Publicado 29/08/2017 08:01
NOTA DE ESCLARECIMENTO Hoje uso o espaço da coluna para esclarecer a vocês a verdade sobre denúncias errôneas que estão recaindo sobre mim devido a informações infundadas aqui lançadas. Chega a ser engraçado que estejam dando mídia a uma decisão judicial de meses atrás e de foro absolutamente particular. É um absurdo que nos dias atuais a oposição ainda consiga usar parte da imprensa como massa de manobra. Mas como tenho plena consciência de que eu não devo nada à Justiça, de que os fatos estão sendo esclarecidos e em respeito a quem acompanha meu trabalho, estou disposto a deixar tudo às claras. Em 2010 comprei uma pequena embarcação de um senhor alemão, que morava em Balneário Piçarras e na Alemanha. Paguei em cheque R$ 70 mil. O cheque não foi descontado de imediato e dias depois o mesmo senhor me contratou para ser procurador na locação de imóvel que ele tinha em Blumenau. Cobrei R$ 22,4 mil de honorários advocatícios. Depois disso, ele entrou em contato comigo perguntando se eu poderia fazer o pagamento em dinheiro. Por ser alemão, ele dizia que não tinha conta bancária no Brasil. Como ele me devia os honorários da prestação de serviço na locação, nós combinamos um aditivo no contrato de compra e venda da embarcação. Foi alterado então o valor para R$ 47,6 mil e a forma de pagamento. Feitas as alterações, ele reconheceu firma em Blumenau e mandou um funcionário trazer o documento para Itajaí. Reconheci firma, fiquei com uma cópia autenticada e ele com os originais. Fiz o pagamento dos quase R$ 50 mil em espécie e ele ficou de devolver o meu cheque na semana seguinte. Foi então que tudo começou a se complicar. Fui enrolado de diversas formas para que ele não devolvesse o cheque até que recebi uma execução. Tentei contato com ele sem sucesso e rapidamente contestei, com documentos e contratos, tudo ao Judiciário. Para minha surpresa, o alemão entrou com incidência de falsidade no termo aditivo, que havia sido reconhecido por ele. Conforme comprovado em perícia, a assinatura dele no aditivo e o selo do cartório haviam sido copiados digitalmente. Em momento algum recorri da decisão que aponta falsificações no termo aditivo que firmamos. Pelo contrário, confio na perícia e entendo que o documento pode sim ter sido adulterado. Porém, também em nenhum momento a Justiça me coloca como autor da falsificação. Estou recorrendo sim da execução do cheque pois, conforme comprovei documentalmente à Justiça, o valor já foi quitado. Essa, aliás, é uma questão absolutamente comum ao judiciário. Como esse, temos milhões de processos em juízo somente em Santa Catarina. O que não posso admitir e não vou é que meu nome seja maculado como foi aqui neste espaço sem qualquer embasamento. Fui apontado como falsificador e depois como uma pessoa que contesta uma perícia judicial, dois fatos que nunca ocorreram. Tanto que na data marcada para a perícia eu fui a única parte do processo que compareceu. Um detalhe importante é que a outra parte no processo também não veio a público tentar me denegrir em momento algum. Isso foi feito neste espaço e só posso ver tais publicações como uma manobra com fins políticos. O tipo de política suja que nunca fiz e não farei. Para aqueles que dirão que demorei a me posicionar nesta coluna, devo lembrar que é dever da imprensa buscar a verdade e ouvir todos os lados. Somente fui procurado pela reportagem do Diarinho (não pelo colunista) e prontamente respondi. Nunca em toda a minha vida passei por uma situação desse tipo e não desejo a ninguém. Mas o importante é que tenho a consciência em paz e tranquila. Thiago Morastoni Foto (Davi Spuldaro/CVI)
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