Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 16/05/2026 13:11
Há noites que a memória veste luz.
No salão nobre do Museu Histórico de Itajaí, onde meu pai um dia trabalhou, vi meu livro nascer de novo. Ele veio do luto, da ausência dele, e só se completou com a passagem da minha mãe, 15 anos depois. Ontem, entre reflexos da chuva no chão, amigos e memórias, percebi que cada perda me fez mais forte, e cada presença ali era um pedaço da minha jornada.
O livro nasceu do luto, mas não trouxe peso para a noite. Trouxe presença.
As emoções dançavam no ar, de forma quase silenciosa. Havia momentos de olhos marejados, mas também havia momentos de profunda gratidão.
Gratidão a cada pessoa que esteve ali: amigos de longa data, amigos recentes, pessoas que a vida foi colocando no caminho e que, de alguma forma, ajudaram a sustentar partes da minha travessia.
E a reflexão que fica é que as noites passam, mas algumas permanecem dentro da gente. Ontem foi assim. Saí dali com a alma afagada, com a certeza de que, embora o tempo passe, algumas noites como essa, permanecem dentro de nós.
"Equilibrar emoções é o grande segredo de se viver bem."
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