Por Emílio Da Silva Neto - emiliodsneto@gmail.com
Publicado 15/05/2026 15:20
Alterado 15/05/2026 15:22
A nossa admirável Jaraguá do Sul, “Heimat” deste Manezinho da Ilha (nascido lá, em 1953, e em “Xaraquá”, desde 1975), foi eleita a cidade mais feliz do Brasil, em 2026, conquistando o 1º lugar, com nota 8,94 em um ranking nacional de bem-estar estrutural.
O estudo da Revista Bula (com dados oficiais do IBGE, Data SUS e INEP), inspirado no World Happiness Report, destaca a cidade, atualmente com cerca de 196 mil habitantes, pelo alto índice de qualidade de vida, segurança, infraestrutura e forte economia, com destaque a quesitos como renda, saúde, educação, crescimento acelerado, boa organização urbana, base industrial sólida, alta geração de emprego e renda e ... bem estar geral.
E isto não significa “coincidência”: cidades industriais tendem a formar bons ecossistemas: educação técnica, engenharia, emprego qualificado, inovação, renda e melhores indicadores sociais. E, similarmente, produzir tecnologia exige boa educação, assim como a boa educação, quando conectada à indústria, transforma territórios, afetando positivamente os indicadores que são utilizados pela ONU para se medir felicidade.
Parafraseando Eggon João Da Silva (o “E” da WEG, 1929-2015), “o maior legado de uma empresa é gerar riqueza (e felicidade, digo eu !!!) para a sociedade”
Enfim, cidades, estados e países mais justos, investem em educação de ponta, especialmente em STEM (acrônimo em inglês para Science, Technology, Engineering, and Mathematics - Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e fortalecem parques industriais, capazes de gerar conhecimento, empregos qualificados e desenvolvimento.
Mas, espera aí !!! E se estas indústrias se fecham, mirando seus olhos (objetivos) só para dentro de seus muros ?!? Há como surgir felicidade na população ?
Felizmente, como tantas outras empresas de Jaraguá do Sul, a WEG - empregando 50 mil pessoas, incluindo 5,5 mil engenheiros, e sendo a maior fabricante de motores elétricos no mundo - segue uma das frases de Eggon João da Silva (o “E” da WEG), sintetizando uma visão empresarial que transcende balanços e resultados imediatos: “o maior legado de uma empresa está fora de seus muros e o verdadeiro impacto de um negócio se mede pela transformação que promove na sociedade, pois gerar riqueza não é apenas acumular lucro, mas impulsionar empregos, estimular inovação e desenvolver comunidades”.
E como gerar felicidade significa contribuir para a dignidade das pessoas, oferecendo oportunidades, produtos e serviços que melhorem a vida cotidiana, todas as empresas devem compreender que esse papel ampliado constrói reputação sólida, confiança e perenidade, deixando marcas que não se limitam às suas instalações físicas, mas que se espalham pelas vidas que tocam, também fora do ambiente empresarial.
Em resumo, o legado empresarial deve tornar-se um patrimônio coletivo, refletido no progresso econômico e no bem-estar social, enfim, na contribuição à felicidade da população no entorno.
E esta contribuição à felicidade populacional inclui parcerias com hospitais, sociedades culturais, entidades filantrópicas, poderes públicos, políticos, etc., com os seus empresários e executivos, literalmente, “vestindo a camisa” da população, como ativos agentes de transformação social.
Afinal, o sucesso empresarial depende, também, de um ecossistema coletivo saudável, ou seja, não existem empresas fortes em cidades fracas.
Em resumo, a felicidade de uma cidade depende muito de empresários e executivos enxergarem não só do “portão para dentro”, mas de se “vestirem como a população”, indo ao seu encontro, em construção de uma felicidade compartilhada e, consequentemente, sinergizada.
Ah, e não esqueçamos: a cidade é a plateia que decide se a empresa merece aplausos … ou vaia!!!
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