Publicado 13/05/2026 09:04
Não coloquem na mesma sala o bocudo e intisicado deputado estadual Ivan Naatz e seu colega de partido, o deputado Júnior ‘Peruca’ Cardoso. Naatz tem culpado o deputado pastor pela não instalação da CPI dos Cartórios.
Covarde
Júnior atendeu pedido dos donos de cartório e retirou sua assinatura da CPI. O bocudo foi na jugular do colega pastor chamando-o de “covarde” e “traidor” no grupo de zap dos deputados. O clima esquentou entre os dois. Conversei com Naatz por telefone e ele me respondeu dizendo: “O que esse deputado recebeu para tirar a assinatura?” O homi tá bravo!
Falta de determinação
O então deputado suplente Emerson Stein (MDB) também retirou, mas foi bem antes de sair do mandato na ‘Leléia’, de forma que sobrou para a retirada de última hora do Junior Peruca, que teve até recados de Naatz durante discurso em plenário mencionando “falta de determinação de alguns que andam com a Bíblia debaixo do braço”. Uiiii!!!
Recurso
Trocando em miúdos, a situação do requerimento da CPI no parlamento estadual para investigar possíveis irregularidades e aumento abusivo de preços e taxas no sistema cartorário, está agora dependendo de recurso interno regimental interposto pelo deputado Naatz.
Arquivamento
O problema é que a Procuradoria Jurídica da ‘Leléia’ recomendou o arquivamento em função, justamente, da retirada das duas assinaturas de apoio. Havia 15, uma a mais do que o mínimo regimental necessário de 14, mas que acabou ficando em 13.
Omissão
A questão básica, entretanto, é que o atual regimento da Alesc é omisso nesse sentido, e que, nesses casos, vale como referência o regimento da Câmara dos Deputados – que não admite a retirada de assinaturas depois de protocolado o pedido junto à mesa diretora.
Não pode
“O § 4º do art. 102 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados determina que, nos casos em que as assinaturas sejam necessárias ao trâmite de uma proposição, elas não poderão ser retiradas ou acrescentadas após a apresentação à mesa, garantindo a estabilidade documental da matéria”, afirma o bocudo.
Na dona Justa
Naatz, que é advogado, declarou publicamente que irá ao judiciário caso seja necessário, “porque o cidadão segue pagando mais caro e quer a realização da CPI, pelo menos, para passar a limpo como funciona o sistema”, lascou. A conferir.
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