Por Magru Floriano - magrufloriano2008@gmail.com
Magru Floriano é graduado em História e Pedagogia, pos-graduado em Educação e Marketing, mestre em Educação. Professor universitário aposentado. Colunista e repórter desde a década de 1970
Publicado 03/05/2026 19:48
No mundo confuso que vivemos hoje passa a ser extremamente relevante termos pessoas como referência moral. Há muito acostumamos a ter apenas pessoas bem-sucedidas nos setores de economia e política como referências. O sucesso financeiro, notadamente, ganhou importância exponencial com a ideia messiânica de que ‘aquele que tem sucesso financeiro é ungido por Deus’. Dinheiro em primeiro lugar, sempre. O resto vamos levando como dá.
Por este motivo, fui surpreendido ao assistir o filme ‘Zico – o samurai de Quintino’. Ali, tomei conhecimento de que a sociedade japonesa cultiva a imagem do jogador brasileiro Zico (Arthur Antunes Coimbra) como um homem que consideram entre aqueles que devem ser seguidos, por sua retidão de caráter e postura profissional. Expressam essa ideia com a frase ‘Espírito de Zico’ (Spirit of Zico).
Após constatar que os japoneses possuem Zico como referência moral e profissional constatamos que aqui no Brasil temos Zico apenas como referência de um jogador de futebol. Ele não serve como referência moral, porque disso não precisamos. Afinal, somos o país do ‘jeitinho’. Por isso mesmo, nossos grandes nomes são mais cultuados fora do Brasil do que propriamente pelos brasileiros. Paulo Freire, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho, Zico, Zilda Arns ... nomes não nos faltam. Falta, contudo, vontade de trocar o ‘jeitinho’ por postura ética.
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