Por Magru Floriano - magrufloriano2008@gmail.com
Magru Floriano é graduado em História e Pedagogia, pos-graduado em Educação e Marketing, mestre em Educação. Professor universitário aposentado. Colunista e repórter desde a década de 1970
Publicado 03/05/2026 11:49
No mês de abril de 2026 a Confraria Café de Quinta se reuniu para comemorar o aniversário de 90 anos do engenheiro Paulo Kodaira na Cafeteria Dona Ana. Em certo momento do evento, o artista visual Alfabile Santana pediu para todos saírem até o passeio da Rua XV de Novembro porque iria filmar o grupo com seu novo drone denominado de ‘Orion’.
O pessoal estava reunido na calçada e o Orion começou o seu sobrevoo na pista asfáltica da Rua XV de Novembro para logo em seguida sumir da nossa vista. Horas depois, Alfabile postou as imagens nas redes sociais. Era uma panorâmica da cidade de Itajaí, pegando toda a foz do Rio Itajaí.
Nesse momento eu e Robert Grantham lembramos que, no ano de 2008, quando trabalhávamos na diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí, tivemos de alugar um helicóptero para o fotógrafo Ronaldo da Silva Júnior fazer imagens de todos os estabelecimentos que formavam a cadeia logística do Porto de Itajaí. Além do custo altíssimo, enfrentamos as dificuldades operacionais e de segurança. O levantamento aéreo das empresas deu um trabalhão enorme, tendo custos na mesma proporção. Coisa que o drone fez em minutos, com baixo custo e segurança total. Sem falar que as imagens apresentadas pelo drone ‘Orion’ eram de alta qualidade e precisão.
O sobrevoo do ‘Orion’ a partir da Rua XV de Novembro demonstra que a tecnologia efetivamente é uma grande aliada na captação de imagens, não obstante algumas pessoas estarem fazendo mau uso dela e corrompendo o ambiente com distorções primárias do acervo histórico, como é o caso da colorização de fotos antigas contendo erros grosseiros.
Fica estabelecido que não devemos criticar ou combater o uso de novas tecnologias no setor de coleta e divulgação de imagens, mas combater o uso irresponsável de determinadas tecnologias que acabam ameaçando a integridade de todo o banco de dados pictórico que o Município de Itajaí possui. Combater o mau uso ou a manipulação inadequada de tecnologias é diferente de combater a tecnologia em si. O problema não está no equipamento, mas em quem opera o equipamento.
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