Publicado 02/02/2026 16:44
O MDB da capital da pedrada e ex-do tiro ao vereador, Camboriú, continua em polvorosa por conta da eleição da mesa diretor, durante sessão extraordinária no mês de janeiro, com ações e emoções à flor da pele.
Renúncia
Com a renúncia do vereador Marlon Borsatto (MDB) pra cumprir acordo de que ficaria apenas um ano com os glúteos grudados na principal cadeira macia do legislativo, abriu-se o caminho pra uma nova eleição para o comando do legislativo. O mandato da presidência era de dois anos e Borsatto cumpriu. Agora, as regras mudaram e o mandato passa a ser de um ano.
Acordos
Antes da renúncia de Borsatto, os bastidores fervilhavam por conta de que o “acordo do acordo” era que viesse a ocupar a cadeira almejada um outro emedebista, o Amilton Bianchet, o Mito.
Pavan acena ao Fabiano
Contudo, o ex-tudo, ops, coronel, digo, prefeito Leonel Pavan (PSD), que apoiou o Marlon, não queria o Mito na cadeira e sim o Fabiano Olegário, o Fabianinho (PL). Consta que Fabiano foi chamado por Pavan, que o convidou e devotou apoio.
Nem tudo era mel...
E, nas hostes emedebistas, nem tudo era mamão com mel, sendo que o vereador Irmão Maier queria votar em Fabianinho, mesmo com ameaças veladas de que poderia ser expulso se assim o fizesse. Com isso, Maier colocou o seu nome na disputa à presidência e, na hora ‘h’, retirou votando em Fabianinho que levou com oito votos favoráveis.
Confusão sem fim
Só pra relembrar que teve de tudo: de microfone com defeito à sessão cancelada pelo presidente em exercício, Victor Piccoli (PDT); reabertura pela primeira secretária da mesa, a bocuda Inalda do Carmo (PSD) com a votação elegendo Fabianinho; dona Justa caneteando que a sessão não valeu e nova sessão consagrando Fabianinho. Ufa!
Tudo certo e nada combinado?
Finda a eleição do presidente, nova sessão extraordinária pra eleger o cargo que ficou vago de segundo secretário, que era ocupado por Fabianinho que virou presidente. Dois postulantes do mandabrasa: Irmão Maier e o Renato Pedro da Conceição Júnior, o Renatinho Júnior.
Cabeça quente
Com isso, ainda descorneado com o fato de não ter conseguido votos pra se tornar presidente, o vereador Mito surge do nada com um suposto “dossiê” contra o Irmão Maier, com acusações pesadas de crimes e bradando que isso lhe impossibilitaria de ser candidato a segundo secretário da mesa diretora do legislativo.
Ué?!
Coço o cocuruto devastado pelo tempo, encafifado que o Irmão Maier, até a eleição de presidente, sua presença e voto eram importantes, mas quando se posicionou em favor de Fabiano e agora iria ocupar cargo na mesa, virou “criminoso” na acepção do seu colega de sigla, o Mito. Complicado, né não?
Comissão de Ética
A situação suscita a abertura da Comissão de Ética (existe e funciona, ou é lenda urbana?) tanto para o Irmão Maier quanto para o Mito, que apesar de ter imunidade parlamentar teria se passado ao imputar graves acusações de crimes ao seu colega de parlamento e partido.
Vai pra cima
Aliás, o MDB almeja e planeja pedir o mandato do Irmão Maier, que pode ter na sua defesa o advogado sabichão Marcelo Vrenna, com o entendimento de que não houve infidelidade partidária do vereador. Além disso, se Maier ficar ainda mais atentado, pode processar civil e criminalmente o Mito por suas falas e o suposto “dossiê”. Eitcha!
Foto (Divulgação) Irmão Maier
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