O melhor horário para acompanhar o fenômeno será o final da tarde, depois das 18h, de qualquer parte do estado. Segundo informa o astrônomo Gabriel Hickel, do Observatório Nacional, os planetas estarão próximos entre si, possibilitando essa visualização.
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Além de Santa Catarina, o fenômeno estará visível em mais oito estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia. O alinhamento já vem se tornando perceptível desde o dia 18 e, segundo Gabriel, apesar do nome, não se apresentará com os planetas em linha reta, mas mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu.
A visualização acontece porque quem está na Terra também ocupa um ponto dessa linha imaginária formada pelos demais planetas, segundo explicou o astrônomo em entrevista ao portal G1.
A observação pode ser feita a olho nu, ou seja, não requer equipamentos especiais para que o espetáculo seja visualizado. “É como observar uma fila de pessoas ou de carros estando nela", explica Gabriel Hickel.
Estruturas voltadas à observação, como o planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, possibilitam um acompanhamento mais aprofundado do fenômeno, cujo melhor horário para ser visto é até 30 minutos após o pôr do sol.
O Observatório Nacional atenta para o fato de que condições climáticas e a presença de nuvens podem afetar a visibilidade do fenômeno; por isso, é importante acompanhar o céu já desde o início da tarde, buscando um melhor ângulo. A melhor visualização será de Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno, corpos celestes que serão mais facilmente identificáveis sem equipamentos.
O alinhamento propiciará um desenho característico dessa “fileira” de planetas. Além dos quatro primeiros, Netuno e Urano estarão também enfileirados, mas a visualização destes precisará de telescópios ou binóculos.
Segundo o jornalista Pedro Silvini, o termo “alinhamento planetário” se popularizou, mas o que ocorre é um efeito visual: como orbitam o Sol praticamente no mesmo plano, eles parecem próximos uns dos outros quando observados da Terra.
Silvini ainda comenta que não se trata de um evento raríssimo, mas a aproximação simultânea de seis planetas – os quais se tornam visíveis no mesmo período – é sempre cercada de curiosidade não apenas por fãs da astronomia, mas também pela população em geral.
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