A Associação dos Agentes de Trânsito de Itajaí anunciou nesta quarta-feira a operação “modo tartaruga” nas ruas da cidade. A mobilização é um protesto por melhores condições de trabalho e valorização profissional.
Segundo a entidade, presidida pelo agente Valdir Ferreira, a categoria decidiu reduzir o ritmo de atuação após tentativas frustradas de negociação com o governo de Robison Coelho (PL). ...
Segundo a entidade, presidida pelo agente Valdir Ferreira, a categoria decidiu reduzir o ritmo de atuação após tentativas frustradas de negociação com o governo de Robison Coelho (PL). De acordo com a associação, a administração não tem atendido às demandas dos servidores e criado distinção entre os agentes e a Guarda Municipal.
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Entre as principais reivindicações está o pagamento do adicional de 30% de periculosidade, previsto na lei 14.684/2023 e regulamentado pela Portaria MTE 1411/2025. Hoje, o município paga 14% por meio de decreto e os agentes cobram a adequação da legislação municipal para garantir o percentual integral estabelecido em lei federal.
A categoria também reclama da falta de plano de carreira. Segundo Valdir, os agentes são os únicos servidores municipais que ainda não contam com estrutura de progressão funcional formalizada.
Outra queixa é a ausência de aumento real de salário nos últimos 11 anos. Conforme a associação, os reajustes têm sido limitados à reposição da inflação. Os agentes afirmam ainda que há previsão de reajuste de 9% para a Guarda Municipal, enquanto para a Codetran o índice seria de 4%, o que consideram tratamento desigual.
O efetivo também é apontado como insuficiente. Atualmente, a Codetran conta com cerca de 50 agentes, sendo parte deles em funções administrativas. Segundo a associação, o número ideal seria de aproximadamente 150 profissionais para atender uma população estimada em cerca de 300 mil habitantes.
Além das pautas salariais e estruturais, os agentes pedem a substituição do atual coordenador de trânsito, Leandro Ferreira. A categoria diz que não deixará de prestar os serviços, mas serão feitos de forma mais vagarosa e dando prioridade às fiscalizações de trânsito. A associação não informou qual a adesão à operação “modo tartaruga”.
A assessoria de comunicação social da Prefeitura de Itajaí informou que o gabinete do prefeito Robison recebeu as reivindicações da categoria e encaminhou para análise da procuradoria, para verificar a possibilidade de atender aos pedidos. Por enquanto, os pedidos seguem em análise.