A convocação é destinada a consumidores que sofreram cobranças indevidas ou foram incluídos irregularmente em cadastros de inadimplentes a partir da data do fechamento. A medida acontece após decisão definitiva em ação civil pública que reconheceu irregularidades envolvendo a empresa e determinou o ressarcimento dos clientes.
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De acordo com o procurador do Procon, Salesio Pedroni, as vítimas precisam apresentar documentação para dar andamento aos pedidos de ressarcimento, que serão analisados pela Justiça.
“Consumidores que foram atingidos pelo fechamento da Academia Open One em 2 de maio de 2020, tendo sido negativados indevidamente ou recebido cobranças indevidas, podem agendar atendimento no Procon para apresentar documentos e dar andamento aos pedidos de ressarcimento”, explicou.
Devem procurar o órgão clientes que receberam cobranças por serviços não prestados ou que foram negativados em órgãos de proteção ao crédito, como SPC Brasil, Serasa ou Boa Vista SCPC. Para análise do caso, é necessário apresentar boletos ou faturas cobradas indevidamente, comprovantes de pagamento, como recibos, extratos bancários ou faturas de cartão, comprovantes de negativação com data, valor e motivo da inscrição, além de documento de identificação e comprovante de residência. Contratos, protocolos de atendimento e comunicações com a empresa também podem ajudar na apuração.
O atendimento do Procon Itajaí é feito mediante agendamento prévio pelo site procon.itajai.sc.gov.br ou pelo telefone (47) 3349-6147.
Fechou da noite pro dia
Em 2020, diversos consumidores procuraram o órgão de defesa do consumidor após a Open One fechar as portas sem devolver valores pagos antecipadamente. O órgão ajuizou ação civil pública e obteve sentença favorável para reparar os danos.
Na época do fechamento, o proprietário começou a retirar móveis e equipamentos do prédio, na avenida Osvaldo Reis, sentido Itajaí–Balneário Camboriú, virando caso de polícia.
Funcionários e alunos foram até o local, no bairro Fazenda, para tentar impedir a retirada. Os trabalhadores trouxeram à tona atrasos de salários e do aluguel do prédio. Na época, já havia sido denunciado que havia alunos com planos anuais quitados que não sabiam como receber os valores de volta.
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