🎗️ Fevereiro Laranja
Leucemia pode avançar rápido e um exame simples pode fazer toda a diferença
Especialista da Univali alerta para diagnóstico precoce e importância do cadastro de medula óssea
Ana Zigart [editores@diarinho.com.br]
Cansaço extremo, manchas roxas sem motivo, infecções frequentes. Sintomas que muita gente ignora podem ser sinais de leucemia — um câncer que, nas formas mais agressivas, pode evoluir rapidamente.
No mês do Fevereiro Laranja, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) reforça um alerta essencial: o diagnóstico pode começar com um simples hemograma.
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A leucemia atinge os leucócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. Quando elas sofrem mutações e passam a se multiplicar de forma descontrolada, a medula óssea deixa de produzir sangue saudável.
“O paciente pode apresentar anemia grave, cansaço excessivo, hematomas espontâneos e infecções recorrentes. Nas leucemias agudas, essa evolução é rápida e progressiva; o indivíduo estava bem há poucas semanas e, de repente, o quadro se agrava severamente”, explica a docente do curso de Medicina da Univali, professora Marina Guedes, que é especialista em hematologia e hemoterapia.
O primeiro sinal costuma aparecer em um exame de sangue comum. A confirmação vem com exames mais específicos, como a análise da medula óssea. Nos casos agudos, o tratamento é imediato e exige internação.
Para muitos pacientes, a chance de cura está no transplante de medula óssea. E é aí que entra a importância do cadastro de doadores.
“O banco de doadores mundial é essencial: a medula pode ser coletada do outro lado do planeta e chegar aqui no mesmo dia para salvar uma vida”, enfatiza a professora Marina.
O cadastro é simples: basta doar uma pequena amostra de sangue para análise genética. Quanto mais pessoas registradas, maiores as chances de encontrar compatibilidade.
“A urgência é real: quanto mais cedo o transplante ocorre, menor é o desgaste do paciente e maior a eficácia do tratamento”, reforça Marina.
O recado do Fevereiro Laranja é claro: atenção aos sinais, exame em dia e solidariedade podem fazer toda a diferença.
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Ana Zigart
Ana Caroline Zigart, jornalista no DIARINHO, pós-graduada em Marketing, Inovação e Criatividade pela Univali. Atua no jornalismo impresso, site e redes sociais.
