Após confirmar denúncias listadas em um dossiê com uma série de irregularidades no hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, a diretora da unidade, Andressa Hadad, virou alvo de reclamações de funcionários. A principal queixa é de assédio moral contra servidores, tanto pela direção como por coordenadores.
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Conforme um denunciante, a diretora, que é enfermeira e foi secretária de Saúde durante o governo Fabrício Oliveira (PL), seria despreparada para a função e estaria espalhando “fake news” e manipulando ...
Conforme um denunciante, a diretora, que é enfermeira e foi secretária de Saúde durante o governo Fabrício Oliveira (PL), seria despreparada para a função e estaria espalhando “fake news” e manipulando informações por motivação política. Desde o início da nova gestão, o “caos” teria se instalado no hospital.
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As queixas ainda recaem contra coordenadores, que chefiam equipes com vários profissionais, mas que também seriam despreparados. Segundo a denúncia, uma das coordenadoras é grosseira com os funcionários e pratica assédio moral. O comportamento afeta a saúde mental dos trabalhadores, inclusive com casos de afastamento pra tratamento de saúde.
Outros problemas são relacionados à estrutura e falta de pessoal. “O hospital, que ano passado havia zerado os casos de infecção, voltou a sofrer com mais casos. A UTI está funcionando quase sem funcionários e também faltam medicamentos e equipamentos”, diz a denúncia. As queixas já foram levadas pra Ouvidoria.
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Os supostos desmandos na gestão do hospital teriam criado conflito entre a diretora e o corpo clínico. Haveria médico sem pagamento há três meses. De acordo com a denúncia, os problemas de gestão já foram repassados pra secretaria de Saúde e pra prefeita Juliana Pavan (PSD), mas nenhuma providência teria sido tomada.
Ouvidoria interna
A secretaria de Saúde de Balneário Camboriú informou que implantou no hospital Ruth Cardoso um sistema de Ouvidoria, para melhorar os índices de satisfação dos pacientes. As sugestões estão sendo cuidadosamente observadas, para garantir a premissa de um atendimento humanizado.
Essa medida também está sendo adotada no relacionamento interno, segundo a pasta. Quanto a atrasos no pagamento de médicos, a secretaria esclarece que não há salários atrasados, e casos pontuais que envolvem a documentação de prestadores de serviços já foram solucionados.
Neste mês, a secretária de Saúde, Aline Leal, desmentiu a diretora do Ruth Cardoso sobre denúncias que retratariam a “situação real” do hospital. Um documento lista supostos erros médicos, atendimento precário, superlotação do pronto-socorro e profissionais que estariam indo trabalhar embriagados, entre outras acusações.
As denúncias estariam ligadas ao cancelamento da licitação de R$ 1 bilhão pra operação terceirizada do hospital. A decisão da secretaria de Saúde, em fevereiro, atendeu a uma recomendação da Comissão Especial de Concurso de Projetos, cuja análise respondeu a uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Entre outros apontamentos, o contrato não considerou o impacto financeiro da defasagem de valores entre o lançamento do edital e a conclusão do processo, nem os investimentos necessários no hospital nos primeiros dois anos do contrato. Uma nova licitação está prevista pra ser lançada ainda neste primeiro semestre.
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