Show de Bola
Por Coluna do Jânio Flavio - janioflavio@terra.com.br
Jânio Flavio de Oliveira é comunicador, comentarista esportivo, apresentador, colunista, radialista (DRT 2608/SC) e jornalista (DRT 7183/SC). Atualmente, preside a Associação Catarinense de Cronistas Esportivos (ACCE)
Inoperante
Se nas duas primeiras rodadas o Marcílio Dias apresentou um futebol que dava ao torcedor esperanças de uma classificação sem sustos na primeira fase do Catarinense, o que veio em seguida deixa qualquer um assustado e preocupado com o risco eminente de disputar o quadrangular do rebaixamento. As duas derrotas seguidas, para Santa Catarina e Chapecoense, deixaram evidentes a falta de qualidade técnica e de ideias de jogo do Marinheiro. Uma equipe totalmente inoperante no setor ofensivo, sem brio e sem se entregar em campo. Não bastasse a humilhação que foi a derrota para o Santa Catarina em casa, sofrendo o gol com dois jogadores a mais, o que se viu em Chapecó foi um time que passou 90 minutos sem finalizar uma bola contra a meta adversária. Enquanto a Chape fez um gol em ritmo de treino, e parou em Cavichioli em outras chances, o Marinheiro não teve atitude nenhuma para buscar o empate. A equipe até melhorou na etapa final com as entradas de Miguel Silva, no meio, e João Vitor, improvisado na lateral esquerda, porém a atuação pífia de Rone Carlos mostra o tamanho da falta de opções do técnico Rogélio Silva. O treinador tem sua parcela de responsabilidade, ao demorar demais para perceber que Lucas Batatinha não tem condições físicas de iniciar a partida, o substituindo pela quarta vez. Sem variação tática, o Marcílio é um time lento e previsível, que tem ainda jogadores como Zé Eduardo e Victor Guilherme jogando muito abaixo do que já renderam com a própria camisa rubro-anil. Algumas exceções merecem destaque, como Luan na zaga e Cesinha no meio de campo, este incansável e caçado pelos adversários em campo.
Tem salvação
Ainda restam duas rodadas e o Marcílio Dias depende só dele para buscar a classificação. Se fizer sua parte e vencer os jogos que restam, certamente estará na próxima fase. Porém, além de mudanças táticas e de peças no time titular, vai ser preciso uma mudança de atitude muito grande dos jogadores. Do outro, o lado Marinheiro enfrenta nesta quinta-feira, no Gigantão, um adversário que está em situação igual. O Barra também precisa da vitória a todo custo para evitar o quadrangular do rebaixamento. Em um jogo de dois times em má fase, o que tiver mais vontade e mais organização leva vantagem.
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