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Altevir Baron é diretor de vendas, com trajetória marcada por liderança, ética e resultados no mercado imobiliário de alto padrão. Apaixonado por comportamento humano e cultura organizacional, escreve semanalmente sobre os bastidores do mundo corporativo. Suas reflexões unem experiência prática, pensamento crítico e olhar humano sobre empresas e pessoas Instagram: @abaronoficia | LinkedIN: altevirbaron

Amigos ou colegas de trabalho?


Amigos ou colegas de trabalho?
(foto gerada por IA)

No mundo corporativo há uma armadilha sutil e recorrente: confundir amizade com coleguismo profissional. Passamos mais tempo com colegas de trabalho do que com a própria família. Almoços, confidências rápidas no café, desabafos sobre o chefe tudo isso cria a ilusão de intimidade. Mas é preciso perguntar: quando o interesse deixa de existir, o vínculo resiste? Ou encerra?

O colega está ao seu lado porque as metas assim exigem. A parceria nasce da conveniência e termina na porta da empresa. Ele pode ser gentil, solidário e até divertido, mas a lealdade costuma ter prazo de validade. Quando a promoção aparece, quando o bônus está em disputa ou quando a crise exige cortar custos, a cortina cai: o colega pensa em si primeiro, e isso não o torna vilão, apenas realista.

O amigo, por outro lado, é raro como diamante. Ele não desaparece quando você muda de empresa, não torce contra quando você cresce. A amizade dentro do trabalho é exceção, e justamente por isso tem valor inestimável.

O problema surge quando tratamos colegas como amigos. É aí que brotam decepções, ressentimentos e até guerras silenciosas. Quantos já confiaram informações estratégicas e assuntos pessoais ...

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O colega está ao seu lado porque as metas assim exigem. A parceria nasce da conveniência e termina na porta da empresa. Ele pode ser gentil, solidário e até divertido, mas a lealdade costuma ter prazo de validade. Quando a promoção aparece, quando o bônus está em disputa ou quando a crise exige cortar custos, a cortina cai: o colega pensa em si primeiro, e isso não o torna vilão, apenas realista.

O amigo, por outro lado, é raro como diamante. Ele não desaparece quando você muda de empresa, não torce contra quando você cresce. A amizade dentro do trabalho é exceção, e justamente por isso tem valor inestimável.

O problema surge quando tratamos colegas como amigos. É aí que brotam decepções, ressentimentos e até guerras silenciosas. Quantos já confiaram informações estratégicas e assuntos pessoais a quem, na primeira oportunidade, as usou como arma?

A verdade é dura: a maior parte das relações no trabalho é interesseira. E não há nada de errado nisso, desde que saibamos enxergar com clareza.

Colegas são necessários para o jogo funcionar; amigos são raros e não podem ser confundidos. Como escreveu Baltasar Gracián: “Ter poucos amigos é sabedoria; ter muitos, sorte; mas confundir uns com outros é imprudência.”

Na prática, maturidade corporativa significa lidar com colegas de forma cordial e estratégica, sem projetar neles expectativas emocionais.

Amizade, se surgir, será um presente da vida e não um benefício de carreira. Pense nisso, melhore sempre!


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