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Falas do cinema


O colunista gosta de garimpar as frases de efeito, os ditos espirituosos, as respostas irônicas que fazem parte dos bons filmes – e às, vezes, até dos maus.

No filme “Uma Aventura em Paris”, de Jules Dassin (1942), a exuberante Joan Crawford é Michelle de la Becque, uma ricaça que vive para as compras. Sempre correndo, agitadíssima, distribuindo ordens e instruções, chega atrasada no ateliê de costura para provar um vestido. Quando ela entra no vestíbulo para a prova, uma das atendentes, Clothilde (Ann Ayars), pergunta a uma colega: “Por

que parece que ela não tem tempo para fazer absolutamente nada?”

No premiado “A Canção da Vitória”, de Michael Curtis (1942), James Cagney, em desempenho soberbo, faz o papel do patriótico George M. Cohan, ator, compositor, dançarino e produtor de show-business, que se torna um ídolo das multidões. Depois de muitos sucessos, a crítica o acusa de fazer somente musicais açucarados, comédias banais. Cohan tenta fazer uma peça séria, “Popularidade”. É um fracasso. No começo, ele reage contra a crítica. Mas depois, se convence e manda publicar uma nota no jornal: “Ao Público do Teatro. Escrevi a peça “Popularidade”. Pessoas que respeito dizem que é ruim. Concordo totalmente com elas. A peça é muito ruim. Haverá mais cinco apresentações. Por favor, não compareçam. George M. Cohan”.

No ótimo “Os bravos morrem de pé”, do diretor Lewis Millestone (1959), no fronte gelado da batalha da Coreia, o soldado Payne (Cliff Ketchun) pergunta ao sargento Coleman (Norman Fell): “Por que não colocam aquecimento aqui? Você não está com frio?” O sargento responde: “No meu povoado é que faz frio. Às vezes, quando ia dizer alguma coisa, as palavras saíam da boca completamente congeladas. Tinham de botar numa panela para descongelar e saber o que estava falando”.

“Bola de Fogo”, de 1941, direção de Howard Hawks, é um filme sobre um grupo de oito sábios que está escrevendo uma enciclopédia. Nas peripécias da história, os professores ficam encurralados, sob a mira da metralhadora dos gângsteres Duke Pastrami (Dan Duryea) e Ashtma Anderson (Ralph Peters). O grupo precisa ganhar tempo para neutralizar os bandidos. Então, o professor Bertram Potts (Gary Cooper) pede atenção para falar a Pastrami e Asthma: “Senhores, sua inferioridade vem da estrutura óssea dos seus crânios. Vejamos o ritmo glandular dos seus olhos. Olhem para mim. É muito importante. Eles são o dolicocéfalo e o braquicéfalo, com um brilho mediterrâneo”.

Os bandidos não entendem nada, mas Potts vai em frente: “A dupla camada do seu queixo, por exemplo, converge no protoplasma cataclísmico. Vejam as suas orelhas. A mastoide totalitária dos lobos básicos, prematuramente liberada da agricultura paranoica e das cadências moleculares”.

O gângster Pastrami interrompe: “Vá direto ao ponto. O que há de errado com as nossas orelhas?” O professor esclarece para um Pastrami estupefato:” As últimas pesquisas sobre a força centrífuga, realizada pelos cientistas de Bronxville, provaram que o silogismo aumenta a resistência, especialmente na cavalaria”.


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