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“O que é paternidade?”


Sabe aquela pergunta que te fazem e que você não sabe exatamente o que responder? É, aquela pergunta que quando entra no ouvido parece o ruminar dos tambores da bateria da Beija-flor? Foi essa a sensação que tive quando me questionaram “o que é ser pai para você?”

A pergunta veio como o cruzado de esquerda do Holyfield antes de ele receber aquela fatídica mordida na orelha do Mike Tyson, há quase 20 anos. Não sabia como deveria responder, se de uma forma poética, romântica, filosófica, ideal ou real? Nem sabia o que responder. A única certeza que tinha era que não poderia morder, como fez o Tyson.

Pensei e repensei.

A resposta estava ali, na úvula, pronta para voar em forma de ondas pelo ar até encontrar os pavilhões auditivos do interlocutor. Depois da resposta a pessoa à minha frente iria ler a minha intimidade, despir minha alma e revirar os armários da minha essência.

Ainda pensando, tentei imaginar se a pessoa do outro lado também estaria fazendo leitura corporal, analisando a dilatação da minha pupila, minha entonação de voz, minhas mãos, minha expressão facial ou ainda minha transpiração ou respiração. É difícil ser avaliado, principalmente por falar sobre um assunto em que minha experiência era praticamente nula.

Como um bom marinheiro que só navega em águas mansas e conhecidas, tasquei uma resposta repleta de romantismo, poesia e com uma pitada de filosofia.

Depois de ter respondido aquilo fiquei me questionando se a minha resposta definia ou conceituava a palavra “paternidade”. A definição da palavra paternidade é algo que um dicionário pode dar, mas o seu conceito é intrínseco a cada pai ou pretenso pai.

Também, pensei, pouco importa se conceito ou definição. Qualquer resposta minha estaria errada, porque, por enquanto, pouco sei sobre ela.


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