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Conselho municipal diz que vereadores não tem compromisso com a luta das mulheres


Publicado 20/05/2020 09:42

O Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Itajaí, se manifestou através de uma nota de repúdio (leia abaixo) sobre a rejeição na semana que passou do projeto de decreto legislativo da cassação do vereador papa anjo, o teacher Acácio da Rocha (DEM). Não tem compromisso Na nota, lascou de que os vereadores que se abstiveram de votar, não tem compromisso com a luta pelos direitos das mulheres, adolescentes e crianças. Subiram no muro Realmente, vereador subir em cima do muro, com cara de paisagem, tipo, eu não tenho nada com ilso é pracabá. E, o pior de tudo é que duas mulheres, sim, duas mulheres que são vereadoras se abstiveram de votar! Vergonha A Célia Filha do Elói (MDB) e a Dulce Amaral (PL), sendo mulheres, perderam uma carrada de votos da mulherada com a atitude. É o custo pela omissão, corporativismo vergonhoso e sabe-se lá mais o que. Parabéns A única vereadora que teve coco roxo e, votou favorável pela cassação foi a defensora dos animais, Renata Narcizo (SD) que fez jus e, além do votos dos defensores da bicharada, trouxe pra si uma montoeira de votos das mulheres. Parabéns! NOTA DE REPUDIO O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Itajaí, criado pela Lei Municipal nº 6688/2015 órgão paritário, representativo, consultivo, fiscalizador e deliberativo, vem a público repudiar o visível descomprometimento de alguns vereadores que hoje ocupam cadeira na Câmara de Vereadores da nossa cidade, e que resultou na rejeição do projeto de Decreto Legislativo n. 1/2020, que buscava a cassação do mandato do Vereador José Acácio da Rocha, condenado em segunda instância pelo TJSC, por filmar e divulgar imagens de sexo feitas com uma adolescente, menor de idade na época dos fatos. A abstenção de vários Vereadores na sessão especial para votar o referido projeto evidencia a falta de comprometimento desses na luta em defesa dos direitos das mulheres, bem como das crianças e adolescentes, especialmente no mês em que se busca garantir e prevenir a violência contra as crianças e adolescentes, o que é lamentável. Essa situação também nos faz refletir que o machismo ainda impera e se traduz no descaso diante das questões que tem como pano de fundo as relações de gênero desiguais. Não podemos permitir nenhuma conivência com ações de machismo e com relações de gênero desiguais, as quais nos assolam todos os dias e engrossam as estatísticas em relação à violência contra a mulher. Neste momento em que vivenciamos uma pandemia com necessidade de isolamento social, é imprescindível manter a luta que assegura a condição do empoderamento feminino frente às desigualdades de gênero e o subjugamento da mulher. Não podemos permitir que a violência contra mulher continue tomando força, seja ela violência física, moral, psicológica, patrimonial ou sexual. Em toda forma de violência a mulher é agredida de forma cruel, fruto da desordem nas relações de poder, que é marca constitutiva das relações de gênero, e podem se apresentar em diferentes atitudes a fim de promover controle e dominação. A Organização Mundial de Saúde em um estudo realizado no ano de 2018 aponta que 35% das mulheres no mundo já sofreram violência física e ou sexual pelo menos uma vez na vida. Itajaí, segundo dados da Secretaria do Estado figura entre as 10 cidades mais violentas do estado em relação às mulheres. Portanto, não há mais tempo para ignorar esta falha em nossas relações, precisamos conversar sobre isto na educação em nossas casas, nas escolas, nas comunidades, nos bairros, nas unidades públicas, na rua, no cotidiano de nossos trabalhos, e em especial nos espaços de poder de nossa cidade. Não podemos permitir que meninas, adolescentes e ou mulheres sejam roubadas de si mesmas pela violência de gênero, e pela revitimização destas violências que sofreram no transcorrer de suas vidas, através de ações que não correspondam ao ato legal de proteção e cuidado. A tendência de naturalizar ou normatizar a violência com atitudes que não dão a devida importância a um fato envolvendo uma adolescente em caso de divulgação de imagem de foro íntimo, corrobora com a falta de moralidade e ética, e contribui com a visão machista que queremos derrubar em nossa sociedade. Nada disto é normal ou natural, principalmente em se tratando de ocorrer em um espaço público destinado a prover leis que dão estrutura e segurança às pessoas em nossa cidade, que deveriam proteger a sociedade. Nossas crianças, nossos adolescentes e jovens devem ser compreendidos como sujeitos de direitos e prioridade absoluta no que se refere a ações de proteção, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, pois representam o futuro e a possibilidade de uma mudança significativa na forma de convívio e valores sociais. Precisamos ser exemplo e dar exemplo, não podemos compactuar com direitos violados contra a mulher, nem com violência moral psicológica e sexual contra criança e adolescente. Lamentavelmente a postura e condução em relação à cassação do vereador José Acácio Rocha, fragiliza a representação das mulheres no espaço público e de poder, enfraquecendo nossas ações de legitimação e empoderamento da mulher no meio político social. Com a finalidade de elaborar e implementar políticas públicas sob a ótica de gênero, para garantir a igualdade de oportunidades e de direitos entre homens e mulheres, de forma a assegurar à população feminina o pleno exercício de sua cidadania, é que o Conselho dos Direitos das Mulheres de Itajaí se manifesta publicamente em repúdio a rejeição do projeto de cassação do vereador José Acácio Rocha, diante de fatos tão graves e já confirmados no âmbito judicial colegiado. Atenciosamente, Miriam Teresa da Silva Marcelino Presidente Foto (Divulgação)

 


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