Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 06/05/2026 08:36
Alterado 06/05/2026 08:44
Existem batalhas que ninguém vê — e vitórias que o mundo não reconhece. Mas elas existem. E merecem ser lembradas. Mesmo assim, é comum olhar para a própria história e pensar:
Eu não venci.
Não no sentido que a mente costuma medir vitórias.
Não subi em pódios e nem recebi troféus, muito menos fui aplaudida de pé.
Mas, ainda assim, existe vitória em mim.
Sobrevivi aos dias em que tudo parecia desabar.
Enfrentei dores que ninguém viu.
Caminhei mesmo quando o chão faltava.
Cresci.
E crescer dói.
Dói na pele, dói no coração, dói na alma… dói no silêncio.
Chorei quando achei que não tinha mais lágrimas.
Sorri quando o coração ainda estava em pedaços.
Aprendi muitas vezes — e nem sempre soube aplicar.
Mas a vida tem seu jeito de ensinar de novo…com mais firmeza, com mais amor, com mais urgência.
Então eu evoluí.
Não apenas cresci — me transformei.
Comecei a viver aquilo que antes era só teoria.
A mágica aconteceu.
Não como nos contos de fadas…mas como nas histórias reais: com esforço, com tropeços, com fé.
A mágica foi me olhar no espelho e reconhecer a mulher que sou hoje: inteira, imperfeita, serena.
Isso quer dizer que tudo são flores?
Não.
Toda rosa tem espinhos. E eu aprendi a respeitar os meus. Aprendi a não escondê-los, a não me envergonhar deles.
Porque são eles que me lembram da força que tenho, da beleza que resiste, do perfume que permanece... mesmo depois da tempestade.
Eu não venci.
Mas estou aqui.
E isso, por si só, já é uma vitória.
“Nem toda vitória faz barulho — minhas cicatrizes contam cada uma delas.”
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Publicado 05/05/2026 19:53