Por Mara Graf - maragraf@gmail.com
Mara Graf é pedagoga de formação, terapeuta de profissão e escritora de coração. Criadora do blog Papo Terapêutico, compartilha reflexões sobre bem-estar e autoconhecimento no cotidiano
Publicado 07/05/2026 09:07
Memória é o tempero da vida,
um fio invisível que costura o tempo.
É riso guardado em gavetas antigas,
é lágrima que ensina o sabor do momento.
Dizem que quem lembra demais é ranzinza,
mas talvez seja apenas mais inteiro,
carregando no peito um álbum secreto,
feito de histórias, de afetos, de cheiro.
Sem memória, que gosto teria a existência?
Seria insossa, sem sal, sem lembrança.
Com ela, cada passo ganha sentido,
cada saudade vira esperança.
Tesouro que não se compra nem se vende,
riqueza que se acumula em silêncio,
memória é mesa posta na alma,
banquete eterno de amor e de tempo.
Já ouviu a brincadeira de que quem tem boa memória é ranzinza? Essa ideia pode soar engraçada, mas nos faz refletir: se a memória é a teia que costura nossa vida, qual seria o sabor de uma existência sem ela?
A memória é, na verdade, um álbum que carregamos silenciosamente, cheio de momentos que nos moldam. Lembranças boas ou desafiadoras, elas são parte do que somos. E, embora lembrar possa, às vezes, trazer um certo peso, também nos enriquece com aprendizados e afetos.
No fim das contas, a memória é mesmo um tempero da vida. Às vezes doce, às vezes agridoce, às vezes intensa. Mas sempre essencial. Porque são as lembranças que dão textura à existência, profundidade aos sentimentos e significado à nossa caminhada.
"Então, em vez de ver a boa memória como um defeito, que tal encará-la como um verdadeiro tesouro?"
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