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Brunck, o dono da bola!


Brunck nasceu sob riquezas. Ao seu redor tudo era possível de ser comprado: a condição dos empregados da casa, a quantidade dos brinquedos disponíveis às suas mãos, a cobertura de suas vontades. Sentia que o mundo era um ambicioso comércio, um sistema de trocas convertido pelo dinheiro. Havia algo mágico no dinheiro: um papel com números que fazia com que as pessoas acreditassem, em conjunto e ao mesmo tempo, que qualquer coisa poderia ser comprada. Havia um feitiço naquele papel, algo inebriante. Na escola os colegas de Brunck queriam estar ao seu lado a desfrutar o ouro ao seu redor. Aprendeu o que é subordinação!

Brunck cresceu assim! Seu mundo era assim! O esforço pessoal era obtido com pouco suor e com um tanto de dinheiro. Suor rastreava em sua pele durante um jogo de golfe! Com o passar do tempo Brunck ingressou na empresa da família, criou outras empresas em seu nome, sempre com o objetivo de acumular o máximo daquilo que provocava nos outros submissão, dependência, sujeição, inferioridade, servidão.

Por vezes a vida perdia um pouco do sentido. Como podiam os outros se sentirem conquistadores com algo às vezes tão pequeno? Brunck não entendia como alguns podiam se envolver em felicidade quando a família comprasse um carro, uma casa melhor, um emprego mais confortável, uma roupa bem cortada, ou um convite para uma festa concorrida. Para ele tudo aquilo simplesmente acontecia tal qual uma planta cresce ou um pássaro voa. Havia incertezas que incomodavam Brunck e um ambiente interior de infelicidade. As coisas chegavam para ele, mas ele não conseguia, pessoalmente, se sentir vitorioso.

Algo lhe perturbou a vida: certa vez foi jogar futebol com os amigos, mas por ser o dono da bola, decidiu as regras do jogo. Seria ele a decidir quem seria o goleiro do time adversário ...

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Brunck cresceu assim! Seu mundo era assim! O esforço pessoal era obtido com pouco suor e com um tanto de dinheiro. Suor rastreava em sua pele durante um jogo de golfe! Com o passar do tempo Brunck ingressou na empresa da família, criou outras empresas em seu nome, sempre com o objetivo de acumular o máximo daquilo que provocava nos outros submissão, dependência, sujeição, inferioridade, servidão.

Por vezes a vida perdia um pouco do sentido. Como podiam os outros se sentirem conquistadores com algo às vezes tão pequeno? Brunck não entendia como alguns podiam se envolver em felicidade quando a família comprasse um carro, uma casa melhor, um emprego mais confortável, uma roupa bem cortada, ou um convite para uma festa concorrida. Para ele tudo aquilo simplesmente acontecia tal qual uma planta cresce ou um pássaro voa. Havia incertezas que incomodavam Brunck e um ambiente interior de infelicidade. As coisas chegavam para ele, mas ele não conseguia, pessoalmente, se sentir vitorioso.

Algo lhe perturbou a vida: certa vez foi jogar futebol com os amigos, mas por ser o dono da bola, decidiu as regras do jogo. Seria ele a decidir quem seria o goleiro do time adversário e quais jogadores poderiam tentar fazer gol contra sua equipe. Ou era isso ou não cederia a bola. A subordinação à sua vontade imperial era o elemento decisor do jogo. Aceitas suas imposições e o jogo transcorreu sem ânimo. Como demonstração de revolta, o time adversário começou a fazer gols contra e a se sentir fortalecidos por isso. A vontade das regras de Brunck se fez, sem subordinação. Brunck se revoltou e guardou o resultado como transtorno psíquico! Esse fantasma estava sempre à beira de seu sono!

Depois de muito tempo, Brunck se tornou o Rei de Estônia Raha, um país muito poderoso. Decidiu que a partir daquele momento se vingaria dos insubordináveis do futebol de sua infância, ainda que não soubesse disso. Começou a impor a cobrança de mais dinheiro daqueles que quisessem vender em Estônia Raha. Começou a cobrar taxas, impostos, contribuições para qualquer pedaço de papel ou qualquer peça ou qualquer grão que estivessem destinados aos seus súditos. Quando perguntado sobre as causas desse ato falava coisas sem conexão entre si.

Brunck usava o dinheiro como vassalagem e o poder como chantagem. Nunca tinha experimentado a vida como a maioria das pessoas sempre vivera. Suas vontades simplesmente aconteciam e Brunck nunca pode ser um conquistador. Jamais sorria alegremente em público. Trazia consigo um transtorno: vontade por subordinação, poucas conquistas! Ser dono da bola não é a mesma coisa que ser dono dos jogadores.

Os cabelos esbranquiçados de Brunck não lhe trouxeram maturidade: ainda é o garoto dono da bola! Ainda não sorri alegremente em público!

Mestre em Sociologia Política


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