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Devo justificar ou votar?


Às vésperas das eleições, somos obrigados a criar uma tabuada ou algo semelhante. Pois serão tantos números para contribuir numa democracia política que nos obriga a votar; isso porque é uma democracia. Acabei de ouvir que na Venezuela o voto é livre. É verdade? E no Irã? Na China? Será que são eles os nossos exemplos de uma ação político-participativa? Depois desta, estou à procura do abaixo-assinado para que sejamos livres e não obrigados a votar. Existirá esta iniciativa popular? Por outro lado, fazer uma abstenção poderá surgir efeitos de consequências como na Venezuela. Entretanto, existe uma média de 20 milhões de abstenções nas eleições presidenciáveis. Justificar será, sem dúvida, uma resposta e com consequências amargas. Então, vale a pena tal sacrifício?

O ato de votar será abaixar a cabeça e dizer sim diante a urna eletrônica. Um sim à essa democracia, à campanha presidencial que foi metódica, aos políticos execráveis e à ficha limpa que possui espírito niilista. Aos que forem tentar dizer sim à mudança, mesmo que seja tímida, contribuirá com as eleições. Ah! E o que seria mudança? Necessariamente, não seria nos políticos e nos partidos, entretanto, a mudança que falo é na casa da moral e da ética na política brasileira. Logo, a população é a única capaz de fazer a diferença. Ou seja, no primeiro momento em que você leu o título deste texto ficou diante do ir ou não ir votar. Porém, o que quero dizer é votar e não justificar depois. Ou, ainda, não justificar seu voto com questões meramente provisórias, como se quisesse livrar sua consciência de algum compromisso. Compreendemos agora como podemos ser obrigados a votar e confirmarmos votos vazios? Temos então a pior justificativa, a pior abstenção. É direito de a democracia proporcionar opção de não votar, mas é errado cruzarmos os braços.

Na próxima semana ou até mesmo no próximo mês já vamos estar empolgados com o “bom velhinho” e nem nos lembrando mais das eleições. O governo e a oposição tentarão trabalhar. Entre eles, alguns tentarão desviar. Enquanto a mídia deverá calar-se. Pois nossos noticiários são investigativos – é como dizem. E o que seria ir atrás da noticia se não investigar? Qual a função de publicar matérias informativas e opinativas se não de construir uma consciência crítica? Alguns políticos vão querer justificar o trabalho como agressão ou como imprensa crítica e não crítica. Nessas horas, a população novamente tem forças. Aos brasileiros, diante de um meio de comunicação, que esquecerem que são eleitores, vão assimilar a informação como exaurido. Este foi um que caminhou até à urna para justificar. E os que verdadeiramente votaram têm força de falar e pedir mudança.

Depreendo querendo dizer que alguns políticos estão acostumados a forçar a população a ir votar, e depois, durante o seu mandato, são eles que justificam seus trabalhos. Isto sim, precisa de mudança. Essa atitude não corresponde à democracia. Não podemos jamais querer comparar o direito de votar, ou não, com os direitos regidos na Constituição. Aposto que se dobrar o número de abstenções seremos castigados. Punidos por uma administração incompetente nos direitos de cidadão. Esquecidos por políticos que ignorarão a opção dos eleitores. É ridículo e ao mesmo tempo fato. Mesmo que nossa democracia seja filha de um regime, temos que mudar a ordem de votar e votar e depois calar. Portanto, silenciamos e votamos.

Graduado em Filosofia pela UNIFEBE/Brusque e mestrando em Ciências Políticas-UFSCar/São Carlos-SP

js_junior@yahoo.com.br


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