Por Alfa Bile - alfabile@gmail.com
Fotógrafo, poeta e escritor. Autor do livro Lume, suas obras Fine Art já decoram hotéis como Hilton e Mercure. Publicado pela National Geographic e DJI Global @alfabile | @alfabilegaleria
Publicado 15/05/2026 00:00
Hospitais têm um tempo próprio.
Os corredores permanecem acordados, as luzes nunca descansam completamente e o relógio parece funcionar de outra maneira diante da fragilidade da vida.
Escrevi esse poema pensando nessa atmosfera suspensa entre esperança, medo e inevitabilidade.
⸻
Protocolo de Espera
Por Alfa Bile
📍 Itajaí, 4 de dezembro de 2025
O hospital não dorme.
Os corredores omissos
apenas olham.
Nada é feito.
Seguem o ritmo.
O espelho sustenta
uma imagem fria.
O relógio insiste,
a mente grita em silêncio.
Há poesia na dor.
A luz se espreme
por uma fresta,
insinua que ainda há tempo.
Na recepção,
alguém grita.
No quarto,
o espelho acusa,
calado.
Os olhos evitam.
Não reflete.
Mata.
As máquinas silenciam
como se a luz espremida
mudasse o discurso.
Vozes em desatino.
Passos urgentes.
As paredes testemunham.
Tentativas.
O relógio descansa.
Confirma
o que o tempo
não alcança salvar.
Um homem olha.
Todos se afastam.
Um quarto vago.
A roleta é lançada.
O relógio segue
frio.
⸻
Talvez alguns lugares nos lembrem que o tempo não pertence a ninguém.
E, diante dele, até o silêncio ganha peso.
⸻
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Quero saber o que você sentiu — de verdade.
Se fez sentido pra você, talvez faça pra alguém que você conhece.
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📸 ✍️ Alfa Bile
VersoLuz | Jornal Diarinho
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